Deputado Rui Falcão aponta bases do desenvolvimento do desporto

O deputado à Assembleia Nacional pela bancada do MPLA Rui Falcão defendeu ontem, em Luanda, a necessidade da criação de condições básicas para a sustentação e desenvolvimento do desporto angolano.

Falando à Angop, no âmbito do 33º aniversário da independência nacional a comemorar-se a 11 de Novembro, disse que o desporto angolano, apesar de já ter dado passos positivos, precisa ainda se dotar de outros incentivos sólidos.
Para o membro da Sexta Comissão de Desporto, Cultura, Educação, Ciência, Tecnologia e Comunicação Social, essas bases devem assentar numa política de regulamentação desportiva adequada, formação de quadros técnicos capazes, bem como a construção de infra-estruturas específicas em todo o país.
“Só a conjugação dos pressupostos legislativos, um grande investimento na formação do homem, estruturas materiais e outras acções complementares permitirão termos um desporto de alto rendimento e desenvolvido nas suas mais variadas vertentes”, frisou.

Considerando o desporto como um importante factor de unidade nacional, o deputado realçou que a função pedagógica deve basear-se na formação física, psico-moral, patriótica e noutros valores humanos e sociais.

Ao fazer uma retrospectiva do passado, o parlamentar reconheceu o empenho e dedicação dos poucos quadros então existentes que, após a proclamação da independência, em 1975, souberam materializar um vasto programa de massificação e expansão do desporto.

“É preciso não esquecer que os primeiros louros obtidos pelo país nas competições internacionais, casos do basquetebol, andebol, atletismo, hóquei em patins e xadrez, muito se devem ao colectivo governamental e personalidades como Rui Mingas, Sardinha de Castro, Guilherme do Espírito Santo, Matos Fernandes, Rogério Silva, entre outros”, referiu.

Ressaltou que a criação da Escola de Instrutores de Educação Física e Desportos, na década de 1970, e depois Secretaria de Estado do Desporto, que teve como base o desporto escolar, provocou a “grande explosão” desta área social, totalmente suportada pelo Estado angolano, e fechou com a realização dos 2º Jogos da África Central em 1981.

 
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